sábado, 9 de fevereiro de 2013

Alimentação natural para cães


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Alimentação Natural

Saúde e alegria para seu cão


O QUE É

Como são animais  onívoros, os cães se alimentam tanto de carne como de vegetais. Em condição selvagem eles caçam pequenos animais. Muitas vezes as visceras de suas presas está repleta  de conteúdo semi-digerido  que para os cães são uma excelente fonte de fibras e vitaminas. A alimentação natural para cães se baseia na alimentação do canídeo selvagem que tem que buscar o seu alimento na natureza seja caçando uma presa, limpando e devorando um osso deixado por outros predadores  ou ingerindo raízes, frutos e vegetais. Os ossos são parte importante da dieta deles e funcionam como fonte de cálcio, fósforo e proteínas, além de promoverem a higiene bucal.
A alimentação natural busca a proximidade da dieta dos cães selvagens sem o uso de qualquer produto químico, utilizando ingredientes naturais, frescos, de origem controlada e orgânicos.

Todos nós sabemos o quanto uma alimentação industrializada, com todos os corantes, aromatizantes, conservantes e tantos outros “antes” pode ser prejudicial ao corpo a longo prazo. E os cães também estão sujeitos a esses danos. 

 A alimentação é formulada com uma composição de carne, ossos e vegetais em proporções adequadas para atender as necessidades dos cães.

A QUEM SE DESTINA

À cães de todas as idades e raças, já que na natureza eles comem igualmente. É um alimento que pode ser fornecido tanto para filhotes, como para adultos, idosos, fêmeas gestantes e lactantes variando apenas  a quantidade a ser oferecida.


PONTOS IMPORTANTES

Biodisponibilidade: representa quanto uma proteína poderá ser convertida e aproveitada pelo animal. Por exemplo: um couro e um pedaço de carne tem quase o mesmo teor de proteína, mas se dermos um pedaço de couro para um cão, ele não irá aproveitar nada; ao contrário do que acontece com o pedaço de carne. Ou seja, a biodisponibilidade do pedaço de carne é bem alta e a do couro bem  baixa, apesar dos dois terem percentuais de proteína semelhantes.


Redução do volume  e odor das fezes: como a biodisponibilidade dos ingredientes é alta, o animal reverte muito o que ingere, diminuindo o volume e odor das fezes. Além disso, por ser um alimento sem conservantes, o material fecal, é matéria orgânica que serve como adubo para  plantas, se desfacelando no ambiente.


Menor índice de alergias e infecções recorrentes: também por ser livre de química

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MEU CÃO ESTÁ COM A BARRIGA INCHADA!!

Síndrome Dilatação -Torção gástrica

Um problema dos cães grandes


A síndrome dilatação - torção gástrica é uma patologia muito severa que pode levar o cão ao óbito em questão de horas. Atinge preferencialmente cães de grande porte, sendo extremamente rara em raças pequenas. Geralmente ocorre quando o cão ingere grandes quantidades de alimento ou alimentos fermentáveis e o esvaziamento do estômago é insuficiente, causando a dilatação gástrica que com a movimentação faz com que o estômago torça-se em seu eixo longitudinal, interrompendo a circulação sanguínea e não permitindo a saída do conteúdo pelo vômito ou fezes. 



O estômago dilatado comprime o abdomem provocando dificuldade respiratória e deficiente oxigenação sanguínea.



Animais agitados ou que fazem exercícios logo após a alimentação estão mais propensos a este problema. 

Suspeite da patologia se o seu cão apresentar estes sintomas: 

- inquietação 

- mal estar 

- tentativas de vomitar sem expelir nenhum conteúdo

- salivação 

- dificuldade respiratória 

- abdômem distendido 

- mucosas pálidas ou azuladas

O diagnóstico definitivo será feito pelo veterinário através de radiografia e exame clínico.

Radiografia abdominal mostrando a diltação do estômago

O tratamento deve ser instituído o mais rápido possível, e realizado sempre por um veterinário. Usa-se uma sonda naso gástrica para a descompressão do estômago. Se através deste procedimento o estômago esvaziar, então o animal teve apenas uma dilatação gástrica; porém, se a sonda não passar, o cão deverá ser submetido a uma cirurgia para voltar o estômago a sua posição normal, pois ele está com uma torção. 

A prevenção pode ser feita adotando-se algumas medidas: 

- Evitar que os cães comam muito rápido para não encher o estômago de ar

- Assim que voltar dos passeios evitar que ele ingira grande quantidade de água 

- Dividir a porção diária de alimento em duas ou três refeições 

- Usar comedouros reguláveis para que cães muito grandes não precisem abaixar muito para comer 

- Já que pode haver sensibilidade genética quanto a patologia, evitar acasalar cães que já tiveram o problema

















segunda-feira, 2 de julho de 2012

CARRAPATO - O CHATO PERIGOSO


     Só quem já teve um bichinho destes grudado no corpo sabe o quanto é desconfortável. O que muitas pessoas não sabem é que eles também podem ser transmissores de algumas doenças bem graves aos animais e humanos. Como minha especialidade é tratar de bichos, então vou discorrer sobre as doenças nos animais.


     O carrapato é um ácaro que está mais presente em nosso meio do que a gente possa imaginar. Hoje ele deixou de ser uma praga rural e está amplamente distribuído pela cidade.  Muitos animais se infestam nos parques e praças da cidade sem nunca ter ido a uma fazenda ou sítio. Além  de causar no local da picada uma lesão eritematosa e com coceira, também  pode ser transmitir  doenças como a  erliquiose, babesiose, doença de Lyme, borreliose e febre maculosa. Dentre estas, as mais comuns são a Babesiose e a Erliquiose. Convém citar que não são todos os carrapatos que transmitem a doença, apenas os carrapatos contaminados com os agentes causadores destas patologias.


ERLIQUIOSE


Macho

Fêmea  de Rhipicephalus 
É transmitida por carrapatos do gênero Rhipicephalus sanguineus, o carrapato marrom do cão, que  pode estar carregando o parasita Erlichia canis. A infecção ocorre quando o carrapato se alimenta do sangue e sua saliva contamina o local onde ele pica. Depois de uma incubação de 8 a 20 dias, vem as três etapas da infecção:

-          Fase aguda: dura de 4 a 8 semanas , com o início dos sintomas durante a primeira  e a terceira semana pós infecção. Em geral são benignos ou inaparentes. Os sinais mais comuns são: letargia, falta de apetite, perda de peso, mucosas mais pálidas e febre. Podem ocorrer alguns sinais respiratórios. Em geral, encontram-se carrapatos no animal.
     Os sinais de fase aguda quase sempre se resolvem sem tratamento, porém os cães podem permanecer infectados e entrar na fase subclínica da doença.

-          Fase sub clínica e crônica: a fase subclínica dura de seis a nove semanas e pode terminar e iniciar a crônica. Em algumas áreas enzoóticas, os cães podem sofrer infecção subclinica por meses a anos. Os sinais clínicos são: depressão, perda de peso, mucosas pálidas, flacidez abdominal, episódios de cegueira, infecções secundárias, edema escrotal e de extremidades. Podem ocorrer hemorragias caracterizadas por pequenos pontos vermelhos (petéquias) no abdomem e mucosas. Podem ocorrer hemorragias internas, provocando sangramento nasal, pulmonar e fezes  sanguinolentas.
     Anormalidades oculares são caracterizadas por conjuntivite, edema corneal, brilho aquoso entre outras.
     Podem ocorrer sinais neurológicos compatíveis com meningite, resultando em cegueira, ataxia, hiperestesia e convulsões.

Diagnóstico:

     O diagnóstico é feito pelos sintomas, exame físico e testes laboratoriais. O teste específico para a doença e com 96% de precisão é o teste do PCR  (Polymerase Chain Reaction =  reação em cadeia da polimerase). Esta  técnica permite a ampliação do DNA ou RNA in vitro, utilizando uma reação enzimática catalisada pela enzima polimerase. Esse é um teste de DNA que irá detectar o parasito em uma pequena amostra. Por não resultar em  falsos positivos, é o melhor  método diagnóstico .


     O hemograma deve ser feito para acompanhar o estado hematológico do cão, mas não é um teste específico, já que as alterações hematológicas podem acorrer mais tardiamente.

     A sorologia pode ser um meio diagnóstico a ser utilizado, porém falsos negativos podem ocorrer, principalmente em animais que já tiveram a doença,  além de que  o título de anticorpos pode diminuir de repente em alguns cães, justamente antes do óbito.

Tratamento


É feito com produtos antirickettsiais e medicação de suporte. Usam-se tetraciclinas, cloranfenicol e dipropionato de imidocarb, além de suplementos para estimular a medula a produzir glóbulos vermelhos. Toda a medicação deve ser prescrita e administrada por um veterinário, já que algumas podem provocar reações que devem ser monitoradas .

     Em animais muito debilitados as transfusões de sangue podem ser necessárias.

     Quando o tratamento é instituído no início da doença, o prognóstico é favorável

Prevenção


     A prevenção deve ser feita no sentido de evitar a exposição dos animais aos carrapatos. Não existe nenhum produto repelente de carrapatos, mas deve-se na medida do possível, manter o ambiente livre de carrapatos, usar produtos carrapaticidas no cão, estar atento a qualquer mudança no animal levando-o ao veterinário o mais rápido possível.


BABESIOSE


     Atinge animais silvestres e domésticos, é causada por um protozoário (Babesia canis, B. gibsoni, B. cati, B. felis, entre outros)  também transmitido por carrapatos do gênero Rhipicephalus sanguineus e que parasita as células vermelhas do sangue. Após a exposição o período de incubação é de 10 dias a três semanas. Também pode ser transmitida via transplacentária, ou ainda, transfusão sanguínea. Ocasiona anemia progressiva como principal sintoma clínico.
Babesia canis em hemácia de um cão

     A babesiose  canina pode ser subclínica, hiperaguda ou crônica. Os sintomas clínicos mais comuns são: depressão, debilidade, anorexia, mucosas pálidas, icterícia (coloracão amarelada das mucosas), febre e aumento do baço.  Em cães com doença grave, se observam petéquias, diminuição de plaquetas ou coagulação intravascular disseminada. As infecções crônicas se caracterizam por febre intermitente, apetite caprichoso, e acentuada perda de peso. Há formas atípicas da doença que podem causar sintomas raros como: ascite, edema periférico assimétrico, estomatite ulcerativa, transtornos gastrointestinais, sinais nervosos, sintomas respiratórios e alterações circulatórias.

     A babesiose felina afeta gatos com menos de dois anos e se caracteriza por inapetência, letargia, debilidade, pelagem áspera e mucosas pálidas e diferentemente da canina, raramente provoca febre.

Diagnóstico

     Feito através de exame laboratorial. Pode-se observar anemia hemolítica, bilirrubinemia, bilirrubinúria e hemoglobinúria. Também observa-se anisocitose, policitose, policromasia e eritrócitos nucleados.   A observação do parasita em esfregaços de sangue periférico, corados com Giemsa  confirma o diagnóstico, ou  ainda mais confiável, o PCR para babesia.

Tratamento

      Assim como na Erliquiose o tratamento deve ser feito por um veterinário que estará atento aos efeitos colaterias e correta aplicação e prescrição dos produtos.


     Utiliza-se tratamento de suporte e parasiticidas como  aceturato de diminazen, isetionato de fenamidina e dipropionato de imidocarb.

     Quando a anemia é muito grave e o hematócrito está menor que 15%, indica-se a transfusão de sangue completo fresco de um doador saudável. Também deve-se utilizar, ferro, vitaminas do complexo B e esteróides anabolizantes para favorecer a produção de eritrócitos.

     Para gatos, utiliza-se o fosfato de primaquina e transfusões de sangue como nos cães.

domingo, 24 de junho de 2012

HISTÓRIA DOS GATOS


     De idolatrado a vítima, um breve relato desse animal surpreendente

     Os gatos sempre foram objeto de  admiração, devoção, mistério e paixão.  Há mais de 500 milhões de gatos domésticos em todo o mundo.  A Aliança Internacional Progressiva de criadores de gatos (IPCBA)  reconhece  73  raças , enquanto  a Cat Fanciers’ Association (CFA), mais conservadora, reconhece apenas 41 raças.

     O convívio entre o homem e o gato existe desde 4 mil anos antes de Cristo.  Os egípcios foram os primeiros a usar  gatos como controle de pragas e  para proteger as dispensas de comida de ratos e insetos. Chamados de Miw (em referência ao som que eles emitem) eram reverenciados como caçadores,  e muitos mumificados  e encontrados em sarcófagos, além de estarem representados em  afrescos e pinturas funerárias das primeiras dinastias egípcias. Havia pena de morte para quem matasse um gato.
 
     Os romanos se interessaram mais pelo gatos do que os gregos. A legião de César contribuiu muito para sua distribuição por toda a Europa e, em particular a Inglaterra. Foi somente no ano de 1400 que o gato caseiro substituiu definitivamente em Roma a fuinha, que era utilizada até então para o controle de ratos. Na Idade Média os gatos foram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas.

     Os gatos domésticos  de pelo curto vieram do Egito, enquanto os gatos de pelo longo, da Turquia e Irã. Os gatos do Japão e China vieram da India.

     O posicionamento dos seus bigodes é  um bom indicador do humor  felino. Apontados para frente indicam curiosidade e tranquilidade, colados ao rosto indicam que o gato assumiu uma postura defensiva e agressiva. Uma curiosidade sobre o paladar dos gatos é que, de acordo com a edição Norte-americana da National Geographic  de 08/12/05, eles não são capazes de saborear o doce, por falta de receptores para esse paladar.

     Ernest Hemingway gostava muito de gatos e tinha vários  em sua casa em Key West, Flórida. Após a sua morte, sua casa foi transformada em um  museu, e os gatos foram mantidos por lá. Atualmente, os exemplares que lá  habitam são parentes dos primeiros gatos de Hemingway. Eles são mantidos pela fundação que cuida do museu, e se tornaram parte integrante do acervo de Hemingway.  Para ver fotos dos gatos da casa acesse: http://www.hemingwayhome.com/cats/



*foto: Hemingway em sua casa

Hemingway em Cuba

  

terça-feira, 19 de junho de 2012

PISEI NUM COCÔ!


     A difícil tarefa de andar nas ruas sem esbarrar em um cocô de cachorro

     Com o número crescente de cães de estimação, junto com o aumento de apartamentos, observamos cada vez mais calçadas infestadas de cocô de cachorros. Andar na rua se tornou uma grande aventura. Além de termos que desviar de calçadas quebradas, irregulares e estreitas, ainda temos que olhar atentamente para o chão para não sermos surpreendidos por uma bela sujeira grudada em nossas solas. Isso sem falar dos carrinhos de bebê ou cadeira de rodas!

     Como veterinária, sempre recomendo aos meus clientes que levem seus cães para se exercitarem e se socializarem na rua. Os passeios diários devem ser feitos regularmente para manter a saúde física e mental dos cães. Mas daí a fazer da rua o banheiro do cão é algo bem diferente, não acham? Sempre treinei os meus cães a defecarem em casa,  e ainda, jogo as fezes em um vaso sanitário. Assim os passeios deixam de ser uma obrigação para mim e se tornam um grande divertimento para ambos.
     Muitos donos simplesmente levam seus cachorros para defecarem na rua porque não querem que ele faça as necessidades em casa. Os colocam na coleira duas ou até três vezes ao dia, saem à rua  e após o cão defecar, voltam para a casa. Será que isto é passeio?
      E tem mais; muitos simplesmente ignoram o cocô e vão embora, deixando o mesmo pronto para ser pisoteado por um pedestre desavisado, ou esmagado por uma roda de carrinho de bebê ou cadeira de rodas. Isso sem falar no risco que oferece a outros animais e pessoas, já que podem estar contaminados por vermes e/ou protozoários, ou até mesmo vírus e bactérias. Ou seja, um problema de saúde pública!
     Muitos coletam as fezes do seu cachorro. Hoje já é muito comum ver donos se abaixando, com um saquinho para pegar o cocô. Parabéns a esses donos! Mas onde será que eles vão descartar o mesmo? Aí vem o segundo problema. A grande maioria joga na lixeira da primeira casa que encontra no caminho, ou até mesmo em algum cantinho no chão mesmo. A única coisa que eles estão fazendo é ensacando o cocô e o mudando de lugar. Oras, já imaginou se as pessoas fizessem cocô e jogassem o saquinho na porta de outra? Você acha que com as fezes caninas são diferentes? Nós somos responsáveis pelos nossos animais porque nós os adotamos e os escolhemos como companheiros  e por isso devemos cuidar da sua saúde,  higiene e manter o seu equilíbrio mental com uma boa convivência entre eles e outros animais e seres humanos.
     Então para concluir gostaria que  todos os proprietários que levam seus cães para usarem a rua como banheiro pensem que o respeito ao próximo deve ser colocado em primeiro lugar. Recolher as fezes com um saquinho biodegradável* e jogá-las no lixo de sua casa é a melhor atitude. Assim você está evitando que seu cão contamine outros cães, está deixando o ambiente limpo para que os transeuntes possam andar tranquilos e as mães possam fazer o passeio matinal com os seu bebês e ainda, respeitando o seu vizinho não jogando o saquinho cheio de cocô na porta dele.
    Pense nisso e mesmo que você já tome essas medidas, tente conscientizar outras pessoas. Posse responsável também é isso!

Nova Taipei City lançou campanha para manter as ruas limpas. (Foto: Reprodução)LEIA TAMBÉM: 

Taiwaneses trocam sacos de cocô de cachorro por bilhetes de loteria












*Hoje já estão à venda  em lojas de produtos para animais saquinhos biodegradáveis próprios para essa finalidade, porque lembrem-se que uma sacolinha plástica comum leva 300 anos para se decompor no meio ambiente. 


quinta-feira, 14 de junho de 2012

CHARLES DARWIN E OS CÃES


Como a companhia dos cães inspiraram Darwin na construção da teoria evolucionista


Charles Darwin, naturalista inglês e pai da Teoria da Evolução das Espécies, gostava muito de cães. Ao longo de sua vida teve muitos, porém dois deles se destacaram na sua trajetória pessoal: Bob e Polly.


 Bob, o cão dos estábulos, um mestiço de retriever preto e branco também figurava nos escritos de Darwin. O naturalista tomou-o como exemplo, no livro “Expressão das Emoções nos Homens e Animais” de 1872 , para explicar o seu “princípio da antítese”, segundo o qual determinados estados de espírito estão associados a certos movimentos expressivos, porém, quando experimentamos emoções opostas, tendemos a  realizar movimentos de natureza contrária, mesmo que estes não tenham mais utilidade. Um bom exemplo deste princípio é o comportamento de um cão ora se preparando para atacar, ora acariciando seu dono. Ao aproximar-se de um estranho com hostilidade, ele caminha empinado e muito tenso; sua cabeça levemente levantada, ou não muito baixa; a cauda erguida e rígida, o pelo arrepiado, especialmente no pescoço e dorso; orelhas em pé voltadas para frente e olhar fixo. Entretanto, ao perceber que o homem não é um estranho, mas sim seu dono, sua atitude será completa e instantaneamente revertida. Em vez de caminhar empinado ele se curva ou até rasteja, dobrando-se todo; a cauda fica abaixada e abanando; seu pelo torna-se macio; suas orelhas abaixam e caem para trás; e seus lábios pendem molemente. 
Abaixo, podemos ver duas ilustrações fitas por John Murray,1872 para o livro de Darwin e que ilustram o "princípio da antítese"



Era também a Bob que Darwin referia-se, no livro ao descrever a “cara de estufa”, numa expressão de desespero absoluto ao dar-se conta que seu dono  saíra de casa meramente para uma visita à estufa, e não para uma longa caminhada em sua companhia pelos campos.

Polly era uma terrier branca que pertencia a sua filha Henrietta  e, era tão devotada a Darwin quanto este era devotado a ela. Após o casamento de Henrietta, Polly permaneceu em Downhouse, a propriedade rural onde vivia a família, e adotou  Charles Darwin como seu dono. A pequena terrier aparece no  livro  como exemplo de expressões de comportamento inteligente e de atenção. Acompanhava seu dono e a família a toda parte, e deitava-se em um tapete aos pés do sofá onde Darwin repousava. Era Polly que dormia num cesto próximo à lareira de seu escritório, enquanto ele escrevia seus textos.

Quando Darwin estava se preparando para uma expedição, ela ia se deprimindo a medida que via os objetos do estúdio de Darwin serem empacotados. Quando notava que o estúdio começava a ser arrumado, ela se excitava, percebendo a proximidade de seu regresso. Era tão perspicaz que costumava tremer ou ficar com um ar de sofrimento quando Darwin passava por ela na hora do jantar, como se ela soubesse que ele falaria (como ele sempre falava) que “ela estava esfomeada”. Darwin ensinou a cadela  a  pegar biscoito do seu nariz e, com um jeito carinhoso, explicava que ela deveria ser "muito boa menina" antes de abocanhar o petisco. Nas suas costas, havia um tufo de pelos avermelhados que cresceram  após a cicatrização de  uma queimadura que ela sofreu. Darwin costumava sugerir que esse tufo de pelo estava de acordo com a teoria da pangênese*. O pai de Polly era um Bull Terrier castanho, então esse pelo castanho que apareceu após a queimadura, mostrava a presença de "gêmulas" castanhas latentes.

Ele gostava muito de Polly, e nunca demonstrou impaciência com a atenção que ela requeria. Ela morreu poucos dias após a morte de Darwin.




O cesto no qual ela dormia perto da lareira no estúdio de Charles Darwin na Down House, foi fielmente representado no desenho de Mr.  Parson. 

* PANGÊNESE: - primeira hipótese de que se tem notícia sobre hereditariedade. Proposta em 410, por Hipócrates - médico e filósofo grego ( 460 a.C. - 377 a.C ) - conhecido como o "pai" da Medicina e também como um dos "pais" da Genética. Segundo a pangênese, cada órgão ou parte do corpo de um organismo vivo produziria partículas hereditárias chamadas gêmulas, que seriam transmitidas aos descendentes no momento da concepção. Essas gêmulas, produzidas e provenientes de todas as partes do corpo, migrariam para o sêmen e seriam passadas para os filhos. O novo ser construiria seu corpo a partir das gêmulas recebidas dos pais. Esse método de investigação científica não é correto, mas tem valor, pois Hipócrates foi capaz de identificar o problema a ser investigado, talvez o passo mais difícil do procedimento científico, propondo uma hipótese criativa e plausível para a herança dos caracteres. Essa explicação foi aceita até o final do século XIX. Charles Darwin chegou a adotá-la como explanação para a hereditariedade, o que, mais tarde, trouxe críticas.




segunda-feira, 11 de junho de 2012

SAUDE DA BOCA - Será que o seu cão e/ou gato precisa de um tratamento dentário?

A importância de uma boa saúde dentária para o equilíbrio do corpo

                                          Cão com doença periodontal

A doença periodontal é uma ocorrência muito comum na clínica veterinária de rotina. A enfermidade periodontal é a afecção do periodonto que compreende o cemento da raiz dental, o ligamento periodontal, o osso alveolar e a gengiva. Cerca de 85% dos cães e gatos acima de 3 anos de idade apresentam algum grau de enfermidade periodontal que pode ser resolvida por tratamento. Além de provocar a perda dos dentes, pode comprometer outros órgãos como coração, fígado e rins. As bactérias presentes na placa podem atingir a circulação, chegar ao coração provocando uma endocardite.

Uma boa profilaxia dental é de fundamental importância para manter a saúde do seu animal. A remoção do tártaro é um procedimento simples,  que deve ser feito por um veterinário com ultassom odontológico  e sob anestesia geral, monitorada por um veterinário anestesista. Em alguns casos há a necessidade do uso de  antibiótico dois dias  antes do procedimento e por mais 3 dias após.

                                          Mesmo cão após a tartarotomia.

Para facilitar a sua avaliação, responda ao questionário abaixo. Se você responder "SIM" a três ou mais perguntas, é bom você levar seu animalzinho para uma avaliação veterinária.


01) Tem mais de 3 anos de idade?
02) É de raça de pequeno porte?
03) Tem mau hálito?
04) Tem perda de apetite ou dificuldade de comer?
05) Tem inflamação e/ou sangramento na gengiva?
06) Parece triste ou cansado?
07) Apresenta tártaro ( placa amarelada no dente)?
08) Saliva muito?
09) Tem dor quando acariciado perto da boca?
10) Deixa marcas de sangue nos brinquedos?
11) Tem dentes moles ou perda de algum dente?
12) Coça a boca com as patas dianteiras?
13) Está perdendo peso?

(Heska Corporation)